Cloud transformation: os passos para migrar e potencializar os benefícios da nuvem
29 de julho de 2021
Cálculos e análises pré-migração são essenciais para que as organizações adotem um processo mais fluido e proveitoso

Cálculos e análises pré-migração são essenciais para que as organizações adotem um processo mais fluido e proveitoso

Digibee

A migração para o ambiente dinâmico e flexível da nuvem está na pauta das empresas que buscam avançar na transformação digital, mas ainda há muitas dúvidas e equívocos nesse processo. Por onde começar? Será que todas as aplicações devem fazer essa migração? Isso precisa ocorrer de maneira simultânea?

O primeiro passo é entender que a cloud é sim um ambiente mais moderno para abrigar as aplicações. Mas para que a solução seja realmente bem aproveitada, tanto durante a mudança como nos anos que virão, é preciso planejamento.

Passo 1: Centralizar o projeto 

O projeto de cloud transformation é amplo e não envolve apenas um setor da empresa. “Decidir o que será migrado não é uma questão particular de cada departamento; é uma decisão relativa à organização como um todo. Por este motivo, a área de negócios deve estar fortemente envolvida no processo, como parte da implantação de uma nova cultura moldada na transformação digital”, diz Daniel Dias, Delivery Director da Digibee.

Passo 2: Calcular os custos

A migração para cloud inevitavelmente envolverá muitos cálculos – caso, claro, a empresa decida por um processo organizado, centralizado e bem feito, como descrito no item anterior.

Há custos tangíveis, que são os mais fáceis de analisar e envolvem cálculos básicos. Por exemplo: quanto custa manter um determinado sistema on-premise? É melhor adquiri-lo diretamente na nuvem, como um serviço por assinatura?

As contas se tornam mais complexas quando observamos os custos ditos invisíveis (hidden costs), como, por exemplo, a depreciação de uma estrutura on-premise ao longo do tempo ou o ganho em time to market ao se levar uma aplicação para a nuvem. Esses custos intangíveis são mais difíceis de serem calculados. Por isso, esse passo exige uma análise profunda da empresa, possivelmente com a ajuda de parceiros.

Passo 3: O que deverá ser migrado?

O primeiro ponto a avaliar está mais relacionado aos domínios do negócio do que às aplicações em si. Por exemplo: quão mais fluida ficará a operação de e-commerce da empresa depois da migração para a nuvem? A resposta será dada pela agilidade da operação, mas o objetivo, no final, será aumento de produtividade e receita. 

“A jornada dos 6 Rs – Retain, Retire, Rehosting, Replatforming, Refactoring e Repurchasing – é uma ótima referência para analisar se as aplicações ou sistemas deverão ficar on-prem ou ir para a nuvem”, explica Dias.

Segundo o diretor, a jornada aponta o melhor destino para a aplicação ou sistema: ser mantido fora da nuvem (Retain); desligado (Retire); migrado com o mínimo de alterações possível (Rehosting, ou Lift-and-shift); migrado com grandes adaptações (Replatforming); reconstruído para a migração (Refactoring, ou Re-architecting); ou a substituição completa do ambiente (Repurchasing).

Passo 4: Dando liberdade de movimento ao dado

Um dos pontos mais importantes da migração para a nuvem é assegurar que os dados possam se movimentar livremente por soluções de infrastructure as a service (IaaS), plataform as a service (PaaS), software as a service (SaaS) ou, ainda, por clouds privadas, públicas ou híbridas. Para tanto, é necessário contar com uma arquitetura moderna, que facilite a conexão. 

Afinal, o objetivo do processo nada mais é que dar à empresa governança total sobre o dado, possibilitando que ele percorra diferentes sistemas de forma segura e ágil, sem ser perdido ou corrompido. E é aí que entra a plataforma híbrida de integração, ou HIP.

A HIP opera como uma via central, à qual se conectam sistemas satélites, resultando em “grandes avenidas” por onde os dados percorrem com agilidade e segurança. Isso sem contar que a plataforma híbrida de integração agiliza a própria migração.

Ela torna possível, por exemplo, a substituição de um ERP on-prem por uma solução em nuvem sem precisar necessariamente migrar todos os sistemas conectados a ele (ou pelo menos não imediatamente). Em vez de um bloco compacto, a arquitetura é, dessa forma, vista como uma espécie de tabuleiro de xadrez no qual as peças se movimentam de acordo com a necessidade do negócio. 

“A HIP permite a construção de uma arquitetura flexível, que gera performance, escalabilidade e resiliência, além de possibilitar o monitoramento constante de qualquer problema. Isso faz com que o sistema seja robusto e complexo, porém moderno o suficiente para minimizar os contratempos e potencializar os benefícios da cloud transformation. Com isso, ganha-se em time to market e, consequentemente, em aumento na receita”, conclui Dias. 

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