Como uma integração ágil acelerou os projetos na Wilson Sons
6 de maio de 2021
A companhia de logística portuária e marítima precisava da ferramenta certa para um processo de integração Coupa/SAP. A solução acabou beneficiando muitas outras áreas da empresa

A companhia de logística portuária e marítima precisava da ferramenta certa para um processo de integração Coupa/SAP. A solução acabou beneficiando muitas outras áreas da empresa 

Digibee 

 

A Wilson Sons, maior operadora integrada de logística portuária e marítima do Brasil, planejava acelerar o processo de transformação digital da companhia. A área de TI buscava uma plataforma de integração simples e ágil, que estivesse enquadrada nos ditames da era low code e no code e que tirasse a dependência do emaranhado de APIs. Mas a complexidade imposta pelo negócio não era suprida nem mesmo com suporte presencial dos fornecedores que se apresentavam à prova de conceito. 

O tempo corria. Os 80 rebocadores e as 23 embarcações de apoio offshore da companhia continuavam seguindo suas rotas. A equipe de projetos tinha o desafio de conduzir a digitalização de uma empresa que, criada em 1837 – vale ressaltar, nos idos do Brasil Império –, havia testemunhado todo o tipo de transformação. Inovação, para a Wilson Sons, não é “mais um projeto”. É a base de sua longevidade. 

Eles testaram muitas plataformas, mas todas apresentavam processos lentos e complexos para configuração. A equipe percebeu que precisava de uma alternativa de utilização mais simples, com o mínimo de dependência do fornecedor. Mas a solução definitiva já estava em processo de compra, vinda de outro núcleo, exatamente no momento em que a área de suprimentos alertou que precisava realizar uma integração Coupa/SAP com urgência. 

Seria o grande teste da ferramenta escolhida na prova de conceito: a Plataforma de Integração Híbrida da Digibee (Digibee HIP) – que, ao contrário das outras soluções, contava com suporte totalmente remoto. A Digibee HIP estava alinhada à filosofia low code e à estratégia de uso de tecnologias estruturada pelo CIO do grupo, Guilherme Cruz, e prometia agilizar tanto essa integração Coupa/SAP quanto outros desafios que a Wilson Sons enfrentaria na hora de integrar sistemas internos e construir soluções para acelerar a inovação. 

A promessa foi cumprida: as integrações foram desenvolvidas em poucas horas – nos casos excepcionalmente mais complexos, em no máximo 15 dias – e esse primeiro projeto conectou o ERP da Wilson Sons ao Coupa, resultando em uma nova plataforma de compras que trará mais agilidade para o processo: “Estávamos atrasados com a integração e conseguimos recuperar o cronograma nesse ponto. O projeto foi concluído em menos de três meses, apesar de toda sua complexidade. O desafio da integração, um dos processos mais complexos da TI, pode ser superado com esforço muito menor. 

Nascem os chatbots 

Em sua expedição rumo à inovação, a empresa constatou, ainda no começo de 2020, a necessidade do desenvolvimento de uma ferramenta inteligente para agilizar o atendimento da manutenção de rebocadores. Era preciso um sistema que conversasse com o chefe de máquinas ou com outros operadores para ajudá-los a acessar rapidamente um checklist básico de falhas e, eventualmente, fazer possíveis reparos remotamente. Foi assim que nasceu o primeiro projeto de chatbots da Wilson Sons, gerenciado pela área de Service Desk. Em menos de 15 dias, a equipe interna já desenvolvia os robôs utilizando a plataforma da Digibee. 

Logo após ser acionada, a ferramenta identifica em qual rebocador o operador está tripulado e faz uma série de perguntas para descobrir alguma possível anomalia no sistema. Ela sugere ações para solucionar a falha e, em casos mais complexos, abre diretamente um chamado no sistema interno. A Wilson Sons passou a ter acesso a respostas muito mais rápidas a respeito das manutenções durante a operação. 

O chatbot utilizado nos rebocadores foi testado com sucesso no segundo semestre de 2020 e rapidamente se tornou uma referência para a manutenção das embarcações. “O processo ficou muito mais ágil”, diz Cruz. “O colaborador não precisa mais entrar no sistema e percorrer inúmeros passos; ele pode fazer diretamente pelo aplicativo no celular.” A solução automatizada logo ganhou espaço em outros departamentos, tendo a área de Service Desk como responsável pela condução do projeto. 

Em 2020, a Wilson Sons concluiu dez projetos diferentes de chatbot, e já tem outros orçados para 2021, sempre utilizando a plataforma da Digibee para as integrações. Há uma tendência entre os departamentos: à medida que descobrem o potencial do chatbot, eles já querem implementá-lo. 

A cereja do bolo foi o custo zero para ampliar essa oferta por toda a companhia. “Ao contrário das outras soluções de chatbot no mercado, que envolvem compra, essa não nos gerou nenhum gasto”, diz Guilherme Cruz. “Já utilizamos a solução do Google, que está dentro da nossa G-Suite, e não precisamos expandir a capacidade de programação porque utilizamos a Digibee HIP para fazer todas as integrações.” 

A integração como aceleradora

Além dos chatbots, todas as integrações Coupa/SAP, hoje, são feitas por meio da Digibee HIP, oferecendo uma visão ampla de falhas possíveis e todo o suporte necessário caso haja algum problema em uma integração. 

E à facilidade da ferramenta se uniu outro ponto que foi decisivo para que a empresa expandisse seu conhecimento em integração: o suporte ativo da equipe da Digibee. “É realmente uma parceria”, define Cruz. “A equipe nos ajuda a tirar dúvidas sobre a melhor forma de utilização do produto. Isso sem contar que a Digibee oferece suporte tanto de um atendente de primeiro nível quanto de um engenheiro-sênior, um especialista, se for necessário. Este realmente é um grande diferencial.” 

A tecnologia não é mais um entrave 

De um ano para cá, o CIO e a equipe da Wilson Sons quebraram um paradigma a respeito da integração de sistemas. A tecnologia e arquitetura tornaram o processo mais simples. “Hoje, a gente vê assim: ‘Você precisa integrar sistemas? Vamos verificar quais conectores da Digibee podem ser utilizados para executar esse projeto’.” Depois de águas revoltas, os mares estão mais calmos para as próximas navegações da Wilson Sons.

 

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