“Integração moderna significa levar as novas ferramentas e plataformas a sério”
23 de abril de 2021
Em suas diversas participações no APICON 2021, Digibee reforça a importância de uma arquitetura que atenda as necessidades de hoje e do futuro.

Em suas diversas participações no APICON 2021, Digibee reforça a importância de uma arquitetura que atenda as necessidades de hoje e do futuro.

Digibee

 

Adequar as antigas arquiteturas e os sistemas monolíticos para atender à crescente demanda por inovação tecnológica já é, em si, um desafio muito grande. E mesmo que essa necessidade seja respondida de forma imediata, como garantir que a nova arquitetura consiga se adaptar às novas tecnologias que surgirão nos próximos anos?

Esse foi um dos debates levantados na edição 2021 do API Connect Conference (APICON), no painel que reuniu Taiolor Morais, gerente de Engenharia e Integração de Sistemas do Itaú Unibanco, Carlos Eduardo Pisani, CEO da ArcH e apresentador do canal do YouTube “Pisani da ArcH”, e Peter Kreslins, CTO da Digibee, no segundo dia do evento. 

De certo modo, o assunto já estava no ar desde o dia anterior, quando o próprio Peter apresentou “Os 3 Ingredientes Para uma Arquitetura de Integração” (os ingredientes, a saber, são stack tecnológico, sistema amigável a conexões e acelerador de times). Naquela manhã, entretanto, essas bases foram desenvolvidas com a participação de outros dois experts. “Se a arquitetura for ágil, moderna e estruturada, ela vai durar mais tempo”, disse Taiolor, lembrando que a agilidade – outro ponto sempre muito desejado pela TI – não significa, necessariamente, rapidez: “Uma plataforma de vida mais longa é mais flexível, mas não necessariamente mais rápida. O ágil está mais próximo do flexível, porque ‘flexível’ é o que não quebra. Quando falamos em ‘mais rápido’, podemos acabar pecando em algum pilar da engenharia de software ou da integração”, disse o gerente de engenharia do Itaú.

A esse princípio se soma a necessidade de construir a arquitetura pensando desde o início no negócio e com a “espinha dorsal” do produto bem definida para a empresa não desperdiçar energia. Foi o que destacou Pisani: “A projeção da arquitetura pensa a estratégia completa e conecta isso à evolução do produto, resultando em alta escalabilidade e resiliência, sem nunca abrir mão da segurança. Se não pensar com calma para escolher o ferramental correto, isso vai diminuir a longevidade.”

“Não existe bala de prata”, resumiu Peter. “A questão é avaliar a melhor aplicação para o problema que a empresa está querendo resolver naquele momento.” Nesta sua segunda participação na APICON, Peter pode detalhar o que chama de arquitetura de integração moderna. “Se a empresa não tiver a capacidade de implementar a inovação agora, ela também não poderá fazer isso no futuro. Precisamos eliminar a rigidez dentro das organizações”, alertou.

Peter ressaltou que, com uma boa arquitetura de integração, as empresas poderão se conectar constantemente com novas ferramentas e plataformas – como, por exemplo, o e-commerce. “Integração moderna significa levar isso a sério.”

 

Como a API Economy pode decolar?

Outros temas logo entraram na discussão, como a aplicação de microcomponentes para aumentar essa flexibilização. “A microcomponentização dá escala, flexibilidade e elasticidade, mas é preciso uma equipe madura para percorrer esse flow da camada de dados até o front end”, afirmou Pisani. 

Peter, Taiolor e Pisani levaram a discussão para outro ponto fundamental, intensamente discutido por diversos palestrantes nos três dias do evento: as oportunidades (e os entraves) para que a API Economy emplaque nas empresas. O CTO da Digibee citou o open banking, uma solução que exige uma boa arquitetura envolvendo APIs, como uma promessa atual do mercado, mas que ainda não vingou. Taiolor, com a experiência de quem lida diariamente com o desafio do open banking em uma instituição gigante, ressaltou que a preparação do mercado financeiro será fundamental para a futura expansão da solução. “Quem estiver olhando a sua organização como negócio vai utilizar o open banking e ajudar a fazer a API Economy decolar”, resumiu Taiolor. 

 

 

Pisani, por sua vez, destacou que a situação irá mudar quando a solução for observada como prioridade pelas empresas. “Quem enxergar isso vai sair na frente estrategicamente e, depois, dificilmente será batido.”

 

Panettones na nuvem

Um outro conteúdo apresentado pela Digibee no APICON 2021 – dessa vez, em parceria com a Bauducco – mostrou como uma organização pode aplicar, na prática, o conceito de arquitetura mais amigável às integrações.

Na palestra “Panettones na nuvem: a jornada da Bauducco em direção a Cloud”, Fábio Oliveira Martins, gestor de projetos da Bauducco, se juntou ao diretor de Digital Delivery da Digibee, Daniel Dias, para contar como um dos maiores grupos do setor alimentício do Brasil se transformou internamente e deu um salto tecnológico

“Saímos da pré-história e fomos direto para nuvem”, definiu Martins, sobre o amplo projeto de migração de ERP e renovação tecnológica, que teve participação da Digibee, realizado entre 2019 e 2020. “A flexibilidade resultante dessa nova arquitetura nos deu autonomia, performance e escalabilidade.”

A participação da Digibee foi completada pela presença de Leandro Adinolfi, head de Engenharia, no Meet the Experts, ainda no primeiro dia do APICON, falando sobre o amplo mercado de TI e suas diversas oportunidades que permitem ao profissional seguir por diferentes caminhos. “Encontre sua verdadeira paixão dentro da área de tecnologia e invista todo seu esforço nela”, recomendou Adinolfi.

Segundo Renato de Stefano, CEO da API Connect, organizadora do evento, a participação extensa da Digibee demonstrou o quanto as fornecedoras de tecnologia precisam estar próximas das empresas para apresentar soluções de problemas envolvendo arquiteturas, APIs e integração. “Nossa bandeira sempre foi a de melhorar a comunicação nesse sentido”, afirma. “Quando Peter e a Digibee trazem dois especialistas para um painel para discutir o futuro das APIs, eles estão levando esse debate para a prática. Com a Bauducco, foi a mesma coisa; eles mostraram como uma empresa grande pode utilizar, hoje, o princípio das APIs. E Peter, em sua primeira palestra, foi muito didático e conseguiu explicar uma arquitetura de integração até para quem é mais leigo.”

De Stefano conta que a APICON 2021 bateu o recorde de inscritos e visitantes únicos para acompanhar os 95 conteúdos durante os três dias de evento. “No ano passado, batemos 92% em satisfação entre aqueles que assistiram, e temos tudo para chegar a um número ainda mais alto na edição de 2021.”

 

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