O futuro é agora e não pode ser adiado

Artigos

Digibee, 10/06/2020

Eu gosto muito de fazer as coisas acontecerem, mas quando preciso falar de mim, tenho uma certa dificuldade. Mas vamos lá: sou Rodrigo Bernardinelli e tenho 41 anos; sou pai da Gigi, de 9 anos, da Gabi, de 8, e marido da Adriana. Sim, sou um cara muito família e gosto de passar bastante tempo com elas.

Ah, e tem a Mel, nossa cachorra. Eu não queria ter cachorros em casa, mas sabe como é… minhas filhas insistiram demais. Sabe onde ela dorme todos os dias? Comigo, na minha cama…

Nossa família é muito sociável: adoramos receber pessoas, dar festas, essas coisas todas. Dificilmente a gente está com a casa vazia. Obviamente, esse é o caso agora, em abril de 2020, por causa do coronavírus. É uma pandemia que devemos tratar com a devida seriedade. Afinal, as empresas vão e voltam, mas as vidas humanas, não.

Acima de tudo, nossos pensamentos estão com aqueles que foram afetados pelo vírus, principalmente aqueles que estão doentes e seus familiares. Desejamos a eles uma recuperação rápida e continuamos inspirados por aqueles que estão nas linhas de frente, particularmente os agentes da saúde e outros profissionais que estão cuidando das pessoas ao redor do mundo.

E para quem está podendo trabalhar de casa, é hora de continuar. É nosso caso aqui na Digibee. Logicamente, tivemos planos alterados por conta da crise da covid-19, mas ainda assim conseguimos ter um ótimo resultado no primeiro trimestre deste ano. E vamos continuar a todo vapor durante essa época de turbulência, prestes a começar nossa expansão internacional.

Eu me orgulho demais do trabalho que estamos fazendo e fico muito feliz em dizer, com toda certeza, que a Digibee é meu auge profissional. Ela foi fundada em 2017 junto com outros dois parceiros: o Peter Kreslins e o Vitor Sousa. Vou contar como isso aconteceu.

Um pouquinho de história…

Posso dizer que eu já era “desenvolvedor” desde moleque, quando aprendi a mexer no computador. Meu sonho era trabalhar na área de tecnologia, seguindo os passos do meu pai, Pedro Bernardinelli, que foi executivo de TI de diversas empresas.

Meu primeiro trabalho como desenvolvedor de fato foi na FIA (Fundação Instituto de Administração), ligada à FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade São Paulo). Quem me levou para a FIA foi o meu professor da faculdade na época, Francisco Milreu.

Depois, comecei na Computer Associates, pela mãos do Sandro de Camargo e do Ricardo Fernandes. Lá foi a minha “criação”, posso dizer. Trabalhei na área de serviços e pré-vendas e fui me destacando em alguns projetos.

Um dia, recebi uma oferta para assumir uma gerência técnica e estava contando com isso até que o Marco Leone, presidente, apareceu na minha mesa e me disse: “Fiquei sabendo que você vai ser gerente. Bacana. Mas você já se viu na área comercial?” Eu respondi: “já, claro, penso nisso para o meu futuro”. E eis que ele me pergunta: “quando é esse futuro?”. Eu não tinha outra resposta. Apenas disse: “meu futuro é agora”.

Minhas pernas estavam tremendo, mas topei o desafio e lá fui eu trabalhar na área comercial. Estourei a cota de vendas em mais de 200% no primeiro ano, reportando diretamente para o Laércio Albuquerque, que era gerente de vendas na época, eu também ao Roberto Guerra, diretor regional.

Peguei as manhas do mundo comercial e saí da CA depois de seis anos, quando fui para a HP. Lá as coisas eram diferentes; eu era só mais um vendedor no meio de tantos outros. Posso dizer que, ali, eu criei a maior “casca” como vendedor, pois era desafiado o tempo inteiro. Só tenho a agradecer ao meus líderes na HP Marcos Gaspar, Milton Cruz, Paulo Macedo e Silvio Maemura.

Foram dois anos e meio de HP e mais oito meses de uma rápida passagem pela IBM até eu voltar para a CA Technologies. Reencontrei o Laércio Albuquerque e conheci o Peter Kreslins, que trabalhava na pré-venda junto com o Christian Lewis, outro grande líder em minha formação. Começamos a trabalhar e subir juntos – o Peter se tornou diretor técnico, e eu me tornei head de uma área chamada DevOps Solution Sales na América Latina.

Depois de mais seis anos de CA, houve mais uma das grandes viradas da minha vida: me tornei head de vendas de uma startup chamada Zup, fundada pelos feras Bruno Pierobon, Gustavo Debs, Felipe Almeida e Flavio Zago. Trouxe o Peter comigo para ser diretor de pré-vendas, e ali começamos a trabalhar com o Vitor Sousa – que já conhecíamos dos tempos de CA, quando ele era superintendente de tecnologia do Santander. Fizemos várias parcerias vitoriosas, que acenderam em mim a chama do empreendedorismo.

A Digibee decola

A Digibee nasceu quando eu, o Peter e o Vitor nos juntamos para fazer uma plataforma de e-commerce, em apenas seis meses, que deveria conectar produtores rurais ao consumidor final. Atendemos a essa demanda e pensamos em continuar nessa linha, mas percebemos que o nosso mundo era o de software B2B. Foi então que investimos no que seria o nosso diferencial: uma plataforma de integração de sistemas robusta e segura, mas que conecta de maneira simples qualquer sistema ou serviço, em qualquer linguagem ou protocolo.

Esta plataforma seria vendida para ajudar grandes empresas, principalmente nessa fase constante de transformação digital. Quem nos ajudou nesse direcionamento foi o Flávio Pripas, que era head do Cubo Itaú, e nos passou um recado importantíssimo: “Vocês estão fazendo muita coisa. Foquem em um serviço e sejam muito bons nisso”. E ele ainda conseguiu nos dar algumas posições no Cubo, onde estamos até hoje.

O ano de 2018 foi difícil, só comendo grama e colocando dinheiro do próprio bolso, até conhecermos o Geraldo Neto, do fundo GAA Investments nos Estados Unidos, que apostou na gente e investiu na Digibee. Logo após, conhecemos também o Paulo Veras, da 99 – que, além de acreditar e se tornar nosso sócio, trouxe toda sua história e inteligência para dentro da Digibee.

O ano passado foi o da nossa virada: conseguimos explodir em vendas e terminamos o ano com 78 clientes e uma série de parcerias com empresas importantes como Accenture, IBM, DXC, SAP e TOTVS. Esses negócios nos ajudaram a montar uma história e a atrair novos investidores no fim do ano.

Passamos a contar com os conselhos e o coração de alguém de peso: o Laércio Albuquerque (ele de novo!), hoje presidente da Cisco. Eu brinco que ele é nossa segunda “celebridade”. Com toda sua experiência no B2B, Laércio tem nos apoiado muito, além de ajudar a desenvolver a nossa área social para devolver à sociedade o que estamos ganhando.

Essa captação foi importante, sem dúvida, para nossa operação no Brasil – que, inclusive, terá como presidente mais uma cara famosa: o Luiz Adolfo Gruppi Afonso, que todos conhecemos como Laga. Mas o objetivo maior desses investimentos é bancar nossa expansão internacional, que terá os Estados Unidos como base. Estou indo para lá tocar a equipe nessa nova operação, que deverá ser ainda maior.

A urgência não mudou

Essa trajetória mudou minha visão de mundo, mas não o meu senso de urgência. Continuo sendo um cara de extremos, que pega as coisas para fazer de forma apaixonada. O “fazer” é muito mais legal do que o “ter”; a nossa entrega para a sociedade é muito mais importante e prazerosa do que qualquer outra coisa. E, nesse aspecto, posso dizer que o trabalho na Digibee é o que mais me empolga.

Aí a gente volta para a história do coronavírus. Eu já estava com tudo certo para mudar até que, de repente, tudo foi adiado, e essa operação ficou para o segundo semestre. Mas eu me recuso a ser derrotado pelo vírus. Novamente, ele tem que ser tratado de forma séria. Só que não será usado como desculpa; continuaremos com todo o senso de urgência e o foco absoluto no sucesso do cliente. Isso tem sido o pilar da Digibee até agora.

Contamos com uma equipe de 50 pessoas da qual me orgulho muito. Há um senso de pertencimento, e isso está sendo fundamental para passar por essa tempestade. Enquanto nosso trabalho no Brasil está em voo de cruzeiro e terá que desviar dessa tormenta que apareceu de repente, a operação nos Estados Unidos está prontinha para decolar, aguardando apenas o “ok” da torre de controle. Quando a tempestade passar, a Digibee estará melhor, mais focada, mais digital e com os processos mais estruturados. Ela sairá dessa crise fortalecida e pronta para assumir seu papel na entrega à sociedade.

Fique por dentro

LGPD entra em vigor e obriga adaptação rápida de empresas; entenda o desafio

Saiba Mais

Pioneirismo, empreendedorismo e tecnologias disruptivas: a trajetória de Carlos Leite, CTO do St. Marche

Saiba Mais

Open banking: olhos abertos para aproveitar um mundo de novos negócios

Saiba Mais

Lock-in: prenda-se se for capaz

Saiba Mais

Conheça a história por trás da Digibee

Saiba Mais