Prospecção, reconstrução e implantação: o desafio em 3 fases de uma novata na Digibee
25 de maio de 2021
Ana Carolina Santos foi contratada e logo precisou conquistar um novo cliente; na sequência, a execução do projeto reservaria surpresas

Ana Carolina Santos foi contratada e logo precisou conquistar um novo cliente; na sequência, a execução do projeto reservaria surpresas

por Ana Carolina Santos*

 

Começar em uma nova empresa é sempre um desafio. Leva um tempo até entendermos com detalhes os processos e tecnologias do nosso novo habitat de trabalho, assim como a consolidação da relação com os colegas.

Mas imagine só receber, ainda em seus primeiros dias, o desafio de participar de uma POC (sigla em inglês para prova de conceito)  para conquistar um novo cliente para a empresa. 

Foi exatamente isso que eu vivi em novembro de 2020, quando cheguei à Digibee depois de dois anos como analista júnior em uma grande instituição financeira. 

Na POC em questão, a Digibee foi pré-selecionada justamente pelo potencial de acelerar integrações em um projeto urgente, que precisaria ser finalizado em pouco tempo. Esse ponto aumentou ainda mais a pressão sobre minha participação, ainda novata, na exposição de nossa solução ao eventual cliente.

Não houve grandes dificuldades nessa etapa. Demonstramos toda a agilidade e os benefícios da Digibee, garantindo o fechamento do contrato. O primeiro passo havia sido bem-sucedido.

Mas eu ainda não tinha ideia do tamanho dos obstáculos que encontraríamos na hora da implementação. 

O intermédio que não funcionou

O projeto consistia em integrar uma plataforma que oferece soluções financeiras – a nossa cliente, que nos contratou – e uma seguradora tradicional. O resultado dessa parceria entre as empresas seria um novo produto de seguros a ser oferecido na plataforma.

Tínhamos cerca de três meses para finalizar tudo e lançar o produto. Era um prazo bem satisfatório, segundo o escopo inicial. Não demorou muito até percebermos que as coisas seriam bem mais complicadas do que imaginávamos.

 A integração teria a participação de uma terceira empresa, parceira da seguradora, que seria a responsável por disponibilizar a documentação para que nós a integrássemos a nossa cliente. Como essa outra empresa nos permitia integrar via API, o que não acontecia no caso da seguradora, a previsão era que essa intermediação facilitaria muito o processo.

Quando fomos para a prática, no entanto, não foi assim. Encontramos um processo muito rígido, que acabou impossibilitando essa conexão com a intermediária. Depois de inúmeras reuniões e conversas entre as equipes envolvidas, tivemos que abandonar a ideia.

Era dezembro quando descobrimos que teríamos que construir todo o processo de integração do zero. O desafio, agora, seria fazer a ponte diretamente entre a seguradora e a nossa cliente.

A reconstrução do projeto

Felizmente, não houve qualquer obstáculo com a cliente. Ficou claro todo o nosso esforço em tentar manter o escopo inicial e as dificuldades que apareceram do outro lado. Tivemos todo o apoio necessário para alterar o projeto.

Também não tivemos nenhuma grande questão técnica do lado da nossa cliente – a conexão seria feita via API, sem maiores problemas. Mas, para se conectar à seguradora, nós tivemos que construir um novo processo de integração, envolvendo troca de arquivos via FTP, em um processo muito mais manual do que desejávamos.

Basicamente, a tarefa era integrar os modelos de contrato da seguradora com os dados que seriam incluídos pelos usuários na plataforma.

Deveríamos fazer uma grande tradução da documentação da seguradora, extremamente complexa, para transformá-la em uma linguagem que possibilitasse essa integração.

Além do desafio técnico, a comunicação com o time da seguradora também não era ideal. As dúvidas levavam alguns dias para serem respondidas, e a validação dos arquivos também era falha. Muitas vezes, nós recebíamos ok para subir esses arquivos – e, quando colocávamos em produção, descobríamos que ainda havia erros que precisavam ser corrigidos.

Vale lembrar que, nesse momento, eu não tinha nem três meses completos de Digibee ainda…

Os frutos da resolução de problemas

Depois de muito esforço de todos os envolvidos, o projeto foi finalmente implementado em abril de 2021. Hoje, fico feliz em dizer que o produto está funcionando plenamente, e nossa cliente já fechou inúmeros contratos após o lançamento. Quando eu relato todos os problemas, talvez pareça mais traumático do que realmente foi.

Sim, tivemos que refazer muitos processos e “decifrar” questões da documentação da seguradora além do que imaginávamos necessário.

Mas, ao mesmo tempo, eu me uni bastante ao time da Digibee para agilizar o desenvolvimento das integrações e corrigir todas as falhas que apareciam. Uma das pessoas fundamentais para esse processo foi o Leandro Oliveira, que auxiliou na construção da nova arquitetura após a saída da empresa intermediadora e me ajudou bastante a compreender as mudanças.

E, como eu já disse, tivemos um ótimo feedback da nossa cliente durante todo o projeto. Além de nos ajudarem em tudo que solicitávamos, eles também reconheciam o nosso comprometimento. Eles perceberam – e reconheceram – que o processo só estava andando por causa da Digibee.

Os frutos do sucesso ficaram evidentes quando essa mesma cliente, ainda durante o projeto, fechou uma nova parceria para oferecer outro serviço financeiro e novamente nos escolheu para fazer a integração. 

Todo o aprendizado nos ajudou a organizar um processo muito mais fluido, vacinado contra os erros que poderiam atrasar a implementação. Naturalmente, esse novo projeto está sendo bem mais acelerado em relação ao anterior.

Substituindo a burocracia pela flexibilidade

Nesse pouco tempo com a Digibee, aprendi o equivalente a dez anos, principalmente no que diz respeito ao relacionamento com pessoas.

Precisei falar com muita gente e alinhar procedimentos para que pudéssemos agilizar as integrações e corrigir as eventuais falhas.

Essa foi uma mudança brusca em relação à instituição financeira em que eu trabalhava antes, que havia sido a minha primeira experiência no mercado. Lá, apesar de toda a bagagem técnica que eu já possuía, eu não tinha autonomia ou voz para tomar decisões; basicamente, era uma analista júnior que precisava seguir um script determinado

É um ambiente comum nas empresas mais tradicionais e também serve como aprendizado. Mas nada se compara a todos os desafios que enfrentei nesse projeto.

Primeiro, tive que ajudar a garantir um cliente importantíssimo para a Digibee. Depois, coloquei todos os meus esforços para acelerar a conclusão do projeto.

Me descobri muito mais flexível do que imaginava, sem ficar presa a processos burocráticos. Posso dizer que vesti as camisas da Digibee e do cliente para assegurar que a comunicação – tecnológica e humana – fosse destravada

E esses foram só os primeiros meses. Nem consigo imaginar o que ainda vem pela frente.

*Ana Carolina Santos é analista de integração da Digibee

** Este conteúdo faz parte da série Bastidores da Integração de Sistemas. Acompanhe os próximos!


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