Rumo ao S/4HANA: Leandro Oliveira e o desafio da migração entre grandes ERPs
4 de dezembro de 2020
Com abordagem simples e ferramenta adequada, arquiteto conduziu processo de integração de empresa alimentícia de maneira rápida e segura.
Com a Digibee, eles ganhariam nos dois pontos e conseguiriam reduzir o tempo dessa integração em cerca de quatro meses. 

Arquiteto era novo na Digibee quando recebeu o desafio de conduzir um projeto de migração de ERPs de uma das maiores empresas do setor alimentício do Brasil. Um projeto complexo que envolvia dezenas de fornecedores e prestadores de serviço.

Leandro Oliveira*

Fazia mais ou menos um mês que eu estava na Digibee. Eu já tinha uma carreira como desenvolvedor de software e conhecia, obviamente, algumas ferramentas mais comuns que estão no mercado e que fazem integração. Mas nada como trabalhar com uma plataforma construída com o propósito específico de simplificar e agilizar as integrações entre sistemas.

E aí, logo de cara, recebi um projeto de um dos maiores grupos do setor alimentício do Brasil, conduzindo uma migração de ERPs tão grande que envolveu nada menos que 70 pessoas. E do lado da Digibee, era apenas eu e a Digibee HIP para desenvolver todas as integrações. Isso foi em setembro de 2019, e demoraria algum tempo – maio de 2020, para ser mais preciso – até que a implementação fosse concluída.

O projeto envolvia a migração completa de dois sistemas de ERP para o S/4HANA, da SAP, em cloud que atenderia ao negócio do cliente de uma maneira mais ampla. Basicamente, precisavam fazer com que todos os sistemas – inclusive os sistemas satélites de parceiros e fornecedores – passassem a se conectar com o S/4HANA da forma menos impactante possível.

As grandes questões para o cliente, como acontece sempre, eram tempo e orçamento. Com a Digibee, eles ganhariam nos dois pontos e conseguiriam reduzir o tempo dessa integração em cerca de quatro meses.

“Deixa a integração com a gente”

Era muita gente envolvida, e esse foi, para mim, o primeiro desafio. O segundo era entender o tamanho da operação do cliente e perceber como ela é entrelaçada e interdependente. Saltou aos olhos a dimensão das estruturas financeira, logística, fiscal, fábricas… era tudo muito complexo.

E a orquestração disso tudo estaria nas minhas mãos.  Eu teria que fazer toda essa arquitetura conversar e garantir que elas ficassem sincronizadas.

Eu sabia que integração era o trabalho do nosso dia a dia. É uma atividade que, apesar de complexa, é executada através de uma abordagem simples – e com a ferramenta adequada.

A questão maior, portanto, seria como transmitir essa mensagem para o cliente. Para ele, o risco é muito grande, e há medo de que falhas e erros possam abalar o projeto. Mostrei que não era preciso se preocupar com a parte técnica da integração de sistemas – esse trabalho era nosso.  E como sabíamos que daria certo, ganhamos a confiança dele.

Como intermediar

Nosso grande trabalho seria mediar essa comunicação entre os sistemas – de tecnologias, arquiteturas de sistemas e linguagens completamente diferentes entre si – com o S/4HANA. Recebíamos todas as informações dos ERPs e colocávamos no formato que seria recebido pelo sistema satélite, e vice-versa.

Eventualmente, algumas informações não eram transmitidas, e a Digibee se tornava o centralizador dessas atualizações, que permitiam que os erros fossem prontamente corrigidos.  Esse era, inclusive, um dos principais pontos desse desafio: obter rapidamente as informações que estavam faltando e, se fosse necessário, fazer alguma adaptação no planejamento para não atrasar o projeto.

Quando eu falo em “informações que estavam faltando”, quero dizer que, em alguns momentos, um dos sistemas necessitava de dados para possibilitar a integração e não havia o mapeamento dessas informações. Às vezes, tínhamos que usar algumas técnicas para acelerar o processo de integração daquele sistema mesmo antes de conseguir acesso àquela informação.

Vale ressaltar que nós não precisávamos saber exatamente o que cada sistema fazia. Não era uma questão, por exemplo, de entender que o está por trás da interface do banco de dados que estava sendo utilizado, e sim de garantir que eu poderia transmitir e retirar informações desse sistema. Depois disso, o caminho da integração seguia naturalmente.

No final, concluímos a implantação em maio de 2020, construindo cerca de 70 integrações entre todos os sistemas. Depois, iniciamos o trabalho de monitoração, fazendo apenas alguns ajustes, e construindo ainda mais integrações que foram identificadas, sendo a Digibee o diferencial na execução.

 

Leia também:

RNDS: Vinícius Christ e a integração que ajudou o Brasil a combater o coronavírus

 

Os frutos

Toda essa complexidade de entender quais tecnologias de comunicação seriam utilizadas em cada ambiente levou a um cenário onde tínhamos que conversar com muitas pessoas para entender as necessidades. Eu sempre trabalhei alocado em clientes e me relacionei bem com as equipes, então não era exatamente uma novidade para mim esse foco no relacionamento com os colegas. Mas, nesse projeto, eu tive que dar um gás, porque passei a reportar a muito mais pessoas.

Uma grande quantidade de equipes contava com a nossa entrega; eu tinha a responsabilidade de atender a todos sem qualquer parcialidade, para não favorecer ninguém. A melhor resposta foi sempre ser transparente e claro com todos os envolvidos, explicando as atividades e o porquê de cada prazo. Afinal, não adianta entregar uma parte de um todo, porque o todo não vai funcionar.

A sensação de olhar tudo rodando e saber que fiz parte desse time enorme, que fez aquilo funcionar, trouxe muita satisfação. Isso sem falar em todo o conhecimento que eu agreguei para mim, aplicando tecnologias que, antes, conhecia apenas na teoria. Esse é o maior fruto de trabalhar em um processo que tem suas complexidades tecnológicas, apesar da abordagem simples.

Mas a satisfação maior, mesmo, ocorreu quando percebi o valor que a gente trouxe para o cliente. Inclusive, recebemos elogios diretos, apontando que nosso envolvimento fez a diferença para que a execução do projeto fosse bem-sucedida.  Eu fiquei impressionado com a potência da Digibee HIP, porque, como comentei, era necessário somente eu – uma única pessoa – para construir as integrações de forma extremamente produtiva.

Não é apenas fazer o que foi proposto; é fazer muito bem feito e entender que isso faz total diferença para o cenário do cliente e traz valor para o seu negócio.

*Leandro Oliveira é arquiteto da Digibee

** Este conteúdo faz parte da série Bastidores da Integração de Sistemas. Acompanhe os próximos!

 

Leia também:

Open banking vai revolucionar a vida dos bancos, mas eles precisarão de ajuda

Share This