Salvando o sistema: como Marcos Arruda impediu a paralisação do negócio
30 de março de 2021
Prejudicado por uma solução antiga e ineficiente, a empresa procurou a Digibee para evitar que seu sistema ficasse indisponível. A integração urgente ficou nas mãos de um analista de integração recém-chegado

Marcos Arruda*

Cheguei à Digibee em 2019 e fui logo encarando um grande desafio – uma cena clássica, que acontece com bastante gente que estreia por aqui. Era um cliente com grande foco na sustentabilidade,  que produz energia usando apenas fontes renováveis. Fiquei muito animado, porque meu primeiro trabalho seria ligado a causas nobres, e me senti honrado por poder ajudá-lo a solucionar seus problemas.

“É urgente”, fui avisado. E não era exagero: se a integração não fosse concluída dentro do prazo apertado que tínhamos, o cliente veria um de seus sistemas core ficar indisponível. Não havia hipótese de estourar o deadline, simplesmente porque a operação financeira da empresa seria interrompida. Minha primeira reação foi:

“Me encrenquei, não vou dar conta!”. Eu ainda não tinha muita familiaridade com a interface da Digibee HIP, a plataforma de integração híbrida da casa e, com histórico de trabalhar com programação tradicional, escrevendo os códigos, pensava que teria alguém mais experiente supervisionando tudo o que eu fosse fazer. Só que não. “Nós te contratamos porque acreditamos no seu potencial”, ouvi da minha gerência. “Pode tocar”. Eu fui. 

A revolução no sistema

Nossa missão, basicamente, seria integrar o ERP do cliente com os diversos sistemas de parceiros e fornecedores. Mas a grande questão era que o software que a empresa utilizava até então não lhe dava nenhuma visibilidade sobre as integrações. Havia dificuldade até mesmo de entender se o sistema operava corretamente. 

Quando acontecia algum problema, o cliente tinha que correr para todo lado e tentar entender o que estava acontecendo, sem saber como resolver. Seu antigo fornecedor também não lhe oferecia pronto atendimento; qualquer alteração era complicada, demorada e custava caro.

Havia ainda o agravante de que o contrato com esse antigo fornecedor estava expirando, e o cliente, insatisfeito com o serviço, não iria renovar. Nós precisávamos assumir e garantir que o sistema core continuasse funcionando para não gerar um custo muito alto para a empresa. 

Esse projeto durou um pouco mais de um mês. Tivemos alguns percalços de acesso, no início, que nos impediram de manter as requisições abertas. Eu me aproximei bastante da equipe técnica deles, e até o nosso CTO, Peter Kreslins, chegou a participar de uma reunião para tirar dúvidas – tanto do cliente quanto nossas. 

Devidamente mapeado (e agilizado)

A disponibilidade do Peter foi uma das coisas marcantes desse projeto. Ficou evidente o quanto de conhecimento sobre tecnologia estávamos agregando quando ouvimos as explicações dele sobre funcionamento do banco de dados do cliente, por exemplo. Eu desconhecia muitas das coisas que ele esclareceu. 

O cliente também percebeu o quanto eles poderiam contar conosco – o que incluía até nosso CTO, se fosse necessário. A burocracia, um obstáculo na relação com o antigo fornecedor, agora era coisa do passado. Eles podiam contar com a gente para tudo (inclusive para pedir dicas de onde almoçar em São Paulo, porque eles não eram daqui).

A impressão que eles tiveram foi a melhor possível, tanto em relação à facilidade de comunicação com a Digibee quanto com a nossa rapidez em concluir cada tarefa. E, é claro, a Digibee HIP acelerou bastante o processo de integração. O que no início parecia um prazo apertado acabou se revelando mais do que suficiente – inclusive para a realização de todos os testes. 

Hoje, todas as integrações estão nas mãos deles, que utilizam 100% das licenças adquiridas com a Digibee HIP. Eles ganharam autonomia e a possibilidade de entender, de forma simples, tudo que ocorre no sistema. Tudo devidamente mapeado; o cliente tem uma visão muito mais ampla e clara de seu processo. 

E não é apenas a operação que ficou mais rápida. Todo esse processo permitiu que a área de negócio também recebesse informações mais precisas, e de uma forma mais ágil. Foi estabelecido um legado muito importante. 

A minha verdadeira paixão

Eu cheguei à Digibee por meio do Vinícius Christ, que também já contou sua história nos Bastidores da Integração de Sistemas. Ele havia sido meu parceiro de faculdade e colega na primeira empresa em que trabalhei como programador. Vinícius era a minha grande referência.

Vale contar um pouco do meu background. Comecei trabalhando em oficina mecânica, basicamente mexendo nos carros – foi meu primeiro contato direto com tecnologia! Depois, passei por uma empresa de logística, até o dia em que vi um cartaz em Carapicuíba, a cidade onde morava, na Grande São Paulo, anunciando um curso de desenvolvimento de sistemas. E a faculdade, Fatec, era gratuita.

Me deu um “estalo” de finalmente conhecer a tecnologia de forma mais direta, e resolvi prestar o vestibular. Fiz um cursinho rápido pela internet, passei na prova e comecei a graduação. Foi quando descobri o quanto gostava daquele assunto – e, como disse, ainda fiquei amigo do Vinícius. 

A amizade continuou depois que nos formamos. Foi quando ele me contou que havia começado na Digibee trabalhando com uma “plataforma de integração”. Confesso que não entendi o que ele queria dizer. “Como assim? Você não precisa escrever os códigos?”, perguntei. Ele só me respondeu: “Você gosta de tecnologia, e estuda tecnologia, certo? Vou te indicar na Digibee.” E aí eu passei na entrevista.

Aprendi demais desde que eu cheguei à Digibee. Na parte técnica, eu percebi que não preciso “reinventar a roda”, porque ela já está inventada. Em outras palavras: não preciso ficar decorando códigos. Minha tarefa é entender a tecnologia por trás da solução e utilizá-la da melhor forma possível.

E teve todo o aprendizado em termos de relacionamento com o cliente, como eu percebi logo nesse primeiro projeto que relatei. Se você acelera e ganha tempo, você naturalmente ganha o cliente. É um prazer concluir rapidamente um projeto de integração e não sofrer mais com aquelas 500 horas gastas em um processo que você nem sabe direito quando irá terminar!

Mas sabe qual foi o meu principal aprendizado pessoal nesses últimos anos? Depois de muitas idas e vindas, posso dizer que me encontrei. Eu achava que gostava de programar, mas descobri que a minha verdadeira paixão é a tecnologia. 

*Marcos Arruda é analista de integração na Digibee

** Este conteúdo faz parte da série Bastidores da Integração de Sistemas. Acompanhe os próximos!

 

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